Colesterol | Reação Saudável

ENTENDE COMO O COLESTEROL FUNCIONA E PORQUE ELE PODE AFETAR SUA FERTILIDADE

Nos dias de hoje o termo colesterol tornou-se quase um palavrão.

Graças aos defensores da moda do “cuidado tem colesterol”, qualquer um sabe que o colesterol é “mau” e precisa ser combatido por todos os lados.

Se você acreditar no que diz a mídia, vai achar que simplesmente não existe um nível de colesterol que seja suficientemente baixo.

Talvez já lhe receitaram uma “pílula para colesterol”. E você faça parte do Milhão de pessoas pelo mundo afora que tomam essas pílulas, pensando que assim estão protegidas.

Essas pessoas não sabem a verdade, que nós seres humanos, não podemos viver sem colesterol.

Derrubando o mito que “Colesterol é ruim”!

Colesterol não é ruim.

Simplesmente porque nosso organismo é formado por bilhões de células e  praticamente todas as células produzem colesterol continuamente, durante toda a nossa vida.

Por quê cada célula, de cada órgão, tem colesterol como parte da sua estrutura.

O colesterol é parte integral e muito importante da membrana celular.

Qual a função do colesterol?

O colesterol é importante por que faz várias coisas.

Em primeiro lugar, as gorduras saturadas e o colesterol tornam firmes as membranas das células. Sem eles as células se tornariam flácidas e fluidas.

Essa propriedade do colesterol e das gorduras saturadas de enrijecer e reforçar os tecidos é utilizada pelos nossos vasos sangüíneos, principalmente por aqueles vasos que precisam resistir à alta pressão e à turbulência do fluxo sangüíneo.

Essas camadas de gordura e colesterol são chamadas estrias gordurosas. Elas são totalmente normais e se formam em todos nós, desde que nascemos, ou até mesmo antes.

Elas não são indícios da doença chamada aterosclerose.

Todas as células do nosso organismo precisam comunicar-se entre si. Com ajuda do colesterol e das gorduras saturadas isso é possível.

O colesterol e os rijos ácidos graxos saturados formam as chamadas balsas lipídicas, que formam pequenos abrigos para cada proteína da membrana e assim lhe possibilita desempenhar sua função.

Sem colesterol e gorduras saturadas nossas células não conseguiriam se comunicar, nem transportar diversos tipos de moléculas para dentro e para fora das células.

O cérebro humano é particularmente rico em colesterol – cerca de 25% de todo o colesterol do nosso organismo se encontra no cérebro.

O desenvolvimento do cérebro e dos olhos do feto e do recém-nascido requer grande quantidade de colesterol.

Se o feto não receber colesterol suficiente durante o seu desenvolvimento, a criança pode nascer com uma anomalia congênita, chamada ciclopia1 [desenvolvimento de apenas um olho].

O leite materno fornece muito colesterol. Não apenas isso – o leite materno contém uma enzima específica que capacita o aparelho digestivo do bebê a absorver quase 100% desse colesterol, pois o desenvolvimento do cérebro e olhos da criança demanda enorme quantidade de colesterol.

Uma das matérias mais abundantes no cérebro e no restante do nosso sistema nervoso é uma substância graxa chamada mielina. A mielina recobre cada célula nervosa e cada fibra nervosa como se fosse um revestimento isolante num condutor elétrico.

A pessoa que começa a perder sua mielina desenvolve uma doença chamada esclerose múltipla. Pois bem, 20% da mielina é colesterol.

Se começamos a interferir na capacidade do organismo de produzir colesterol, pomos em risco a própria estrutura do cérebro e restante do sistema nervoso.

Você sabe como se forma a memória?

A memoria se forma pelo estabelecimento de conexão entre as células do cérebro, a chamada sinapse.

Quanto mais saudável for a sinapse que o cérebro produz, mais capacitada mentalmente e mais inteligente será a pessoa.

Os cientistas descobriram que a formação da sinapse é quase totalmente dependente do colesterol (na forma chamada “apolipoproteína E”) produzido por células cerebrais.

Sem a presença desse fator não poderíamos formar sinapses e, portanto, não conseguiríamos aprender ou lembrar nada.

Aliás, a perda de memória é um dos efeitos colaterais dos medicamentos usados para baixar o colesterol.

O médico Duane Graveline, ex-cientista e astronauta da NASA, sofreu esse tipo de perda de memória quando tomava sua pílula para controle do colesterol. Ele conseguiu salvar sua memória parando de tomar a pílula e ingerindo grandes quantidades de alimentos ricos em colesterol.

Ele descreve sua experiência no livro Liptor: Thief of Memory – Statin Drugs and the Misguided War on Cholesterol [“Liptor: Ladrão de Memória – As Estatinas e a Equivocada Guerra Contra o Colesterol.”]

Os alimentos dão “uma mãozinha” ao fornecerem colesterol, pois assim o organismo não precisa trabalhar tanto para fabricá-lo. O que muita gente não se dá conta é de que a maior parte do colesterol no organismo não provém dos alimentos!

Nosso corpo produz o colesterol que ele precisa. Pesquisas científicas têm demonstrado, de forma definitiva, que o colesterol dos alimentos não tem qualquer efeito sobre os níveis de colesterol no nosso sangue.

Por quê? Por que o colesterol é uma parte tão essencial à nossa fisiologia humana que o organismo dispõe de mecanismos muito eficientes para manter o colesterol do sangue em um nível ideal.

Quando ingerimos mais colesterol, o organismo produz menos. Quando ingerimos menos colesterol, o organismo produz mais.

Estima-se que, numa pessoa mediana, cerca de 85% do colesterol sangüíneo é produzido pelo organismo, enquanto apenas 15% provém dos alimentos.

Portanto, mesmo que você siga religiosamente uma dieta alimentar totalmente sem colesterol, você ainda terá uma grande quantidade de colesterol em seu organismo.

E os medicamentos para baixar o colesterol?

Eles são uma questão completamente diferente!

Porque, interferem na capacidade do organismo de produzir colesterol, e assim reduzem a quantidade disponível para uso do nosso corpo.

Há pessoas cujos organismos não conseguem produzir colesterol em quantidade suficiente, por alguma razão. Essas pessoas são propensas a ter instabilidade emocional e problemas comportamentais.

Níveis baixos de colesterol no sangue têm sido rotineiramente documentados em criminosos que cometeram assassinatos e outros crimes violentos, em pessoas com personalidades agressivas, violentas e em pessoas com tendências suicidas.

As pessoas cujos organismos são incapazes de produzir colesterol em quantidade suficiente precisam realmente ingerir bastante alimentos ricos em colesterol, a fim de fornecer a seus órgãos essa substância essencial à vida.

E para que mais nosso organismo precisa de tanto colesterol?

Depois do cérebro, os órgãos mais ávidos por colesterol são as nossas glândulas endócrinas: as supra-renais e as glândulas sexuais. Elas produzem os hormônios esteróides.

Os hormônios esteróides do organismo são produzidos a partir do colesterol: testosterona, progesterona, pregnenolona, androsterona, estrona, estradiol, corticosterona, aldosterona e outros.

Esses hormônios realizam uma gama de funções no corpo humano, desde a regulagem do nosso metabolismo, produção de energia, assimilação de minerais, a formação do cérebro, músculos e ossos, até nosso comportamento, emoções e reprodução.

Sem colesterol não poderíamos ter filhos, pois cada hormônio sexual em nosso organismo é feito a partir do colesterol. Um percentual razoável da atual epidemia de infertilidade pode ser atribuído à hipótese “cuidado tem colesterol”.

Aproximadamente um terço dos homens e das mulheres ocidentais são inférteis. E aumenta o número de jovens que estão crescendo com anomalias nos seus hormônios sexuais.

Fontes de Colesterol nos Alimentos

  1. Caviar é a fonte mais rica, com 588 mg de colesterol para cada 100 gramas. Mas, obviamente, este não é um alimento muito comum para a maioria de nós…
  2. óleo de fígado de bacalhau está logo atrás, com 570 mg de colesterol para cada 100 gramas. Não há dúvida de que o elemento colesterol no óleo de fígado de bacalhau desempenha importante papel nos já bem conhecidos benefícios desse alimento saudável e consagrado pelo tempo.
  3. gema de ovo fresco vêm em terceiro lugar, 424 mg de colesterol para cada 100 gramas.
  4. manteiga propicia 218 mg de colesterol para cada 100 gramas. Estamos falando de manteiga natural, e não substitutos de manteiga.
  5. Peixes de água fria, como marisco, salmão, cavala, sardinha e camarão fornecem boas quantidades de colesterol, variando entre 173 a 81 mg por 100 gramas.
  6. banha de porco fornece 94 mg de colesterol para cada 100 gramas. Seguem, em ordem decrescente, outras gorduras animais.

O Fígado e a Regulagem das Vitaminas

Um dos órgãos mais ativos do nosso organismo, em termos de produção de colesterol, é o fígado, que regula o seu nível no sangue.

O fígado também coloca muito colesterol na produção da bile. Sim, a bile é feita de colesterol. Sem a bile, não conseguiríamos digerir e absorver as gorduras nem as vitaminas lipossolúveis.

A bile emulsifica as gorduras. Ou seja, ela as mistura com água, para que as enzimas digestivas possam chegar até elas. Após completar sua missão, a maior parte da bile é reabsorvida no sistema digestivo e levada de volta ao fígado para ser reciclada.

Na verdade, 95% da nossa bile é reciclada, pois as substâncias que a constituem (uma das quais é o colesterol) são por demais preciosas para que o organismo as desperdice.

A Natureza não faz nada sem ter uma boa razão. Esse exemplo da cuidadosa reciclagem do colesterol por si só já nos deveria dar uma boa idéia sobre a sua importância para o organismo!

A bile é essencial para a absorção de vitaminas lipossolúveis (solúveis em gordura) – Vitamina A, vitamina D, vitamina K e vitamina E.

Sem essas vitaminas nós não conseguimos viver. Além de garantir que as vitaminas lipossolúveis sejam digeridas e absorvidas adequadamente, o colesterol é o principal elemento constituinte de uma delas – a vitamina D.

Ela é produzida a partir do colesterol da nossa pele, quando exposto à luz do sol. Nos períodos do ano em que não há muita luz solar, podemos obter essa vitamina dos alimentos ricos em colesterol – óleo de fígado de bacalhau, peixes, mariscos, manteiga, banha de porco e gema de ovo.

Nossas recentes preocupações e medos do sol e dos alimentos ricos em colesterol ocasionaram uma epidemia de deficiência de vitamina D no mundo ocidental.

O câncer de pele, atribuído aos raios solares, não é causado pelo sol. Ele é causado pelas gorduras trans dos óleos vegetais e margarinas, e outras toxinas acumuladas na pele. Além disso, alguns protetores solares contêm produtos químicos que, comprovadamente, causam câncer de pele.

Saúde do Sistema Imunológico

O colesterol é essencial para que o nosso sistema imunológico funcione adequadamente. Experimentos com animais e estudos com humanos têm demonstrado que as células do sistema imune dependem do colesterol para combater infecções e se auto-regenerar após a batalha.

Além disso, o colesterol LDL (lipoproteína de baixa densidade), o chamado “mau colesterol”, liga- se diretamente e desativa toxinas bacterianas perigosas, evitando que elas causem danos ao organismo.

Indivíduos com baixo colesterol no sangue ficam propensos a diversas infecções, sofrem mais tempo com elas, e têm mais chance de morrer disso.

Uma dieta alimentar rica em colesterol tem demonstrado melhorar a capacidade dessas pessoas de se recuperar de infecções.

O óleo de fígado de bacalhau, a maior fonte de colesterol (depois do caviar), há muito tempo vem sendo louvado como melhor remédio para o sistema imune.

Variação dos Níveis de Colesterol no Sangue

As perguntas são: Por que algumas pessoas têm mais colesterol no sangue que outras?

Por que os nossos níveis de colesterol são diferentes nas diferentes estações do ano? No inverno, o colesterol sobe; no verão ele baixa.

Por que o colesterol duma pessoa vai para as nuvens após uma cirurgia?

Por que o colesterol do sangue sobe quando temos uma infecção?

Por que ele sobe após um tratamento dentário?

Por que ele sobe quando estamos estressados?

E por que ele se torna normal quando estamos calmos e nos sentindo bem?

A resposta para todas essas perguntas é a seguinte: O colesterol é um agente reparador do corpo humano. Quando o nosso organismo tem algum reparo a fazer, ele produz colesterol e o envia para o local do estrago.

Dependendo do horário do dia, do clima da estação do ano e da nossa exposição a vários agentes ambientais, os danos causados aos diversos tecidos do corpo humano podem variar. Conseqüentemente, a produção de colesterol no organismo também varia.

Como o colesterol é normalmente discutido no contexto de doenças e aterosclerose, vamos dar uma olhada nos vasos sangüíneos. As suas paredes internas são recobertas por uma camada de células chamada “endotélio”.

Qualquer agente prejudicial a que estejamos expostos vai acabar no nosso sangue, seja um produto químico tóxico, um organismo que cause infecção, um radical livre, ou qualquer outra coisa.

Uma vez na corrente sanguínea, o que esse agente vai atacar primeiro? O endotélio, é claro. Então o endotélio imediatamente envia uma mensagem ao fígado.

Sempre que o nosso fígado recebe um sinal de que houve um ferimento no endotélio em qualquer parte do sistema vascular, ele entra em ação e manda colesterol para o local do estrago, num veículo chamado Colesterol LDL.

Como esse colesterol se desloca do fígado para o local do estrago na forma de LDL (lipoproteína de baixa densidade), a nossa “ciência”, em sua grande sabedoria, o chama de “mau” colesterol…

Quando o ferimento sara e o colesterol é removido, ele viaja de volta ao fígado na forma de Colesterol HDL (lipoproteína de alta densidade). Como esse colesterol se desloca da artéria de volta ao fígado, a nossa equivocada “ciência” o chama de “bom” colesterol…

Isso seria o mesmo que chamar a ambulância que se desloca do hospital para o paciente de “má ambulância”, e a que se desloca do paciente de volta ao hospital de “boa ambulância”….

Mas a situação tornou-se ainda mais ridícula. A mais recente “descoberta” da nossa ciência é que nem todo o colesterol LDL é tão mau. Na verdade, praticamente todo ele é bom. Por isso, agora nos dizem que devemos chamar parte do LDL de “bom mau colesterol”, e o resto dele de “mau mau colesterol”…

Agente Reparador Maravilhoso

Por que o fígado envia colesterol para o local de ferimento? Por que o organismo não consegue limpar a infecção, remover os elementos tóxicos ou curar a ferida sem ajuda do colesterol e de gorduras.

Toda a cura implica nascimento, crescimento e funcionamento de milhares de células: células do sistema imunológico, do endotélio, e muitas outras. Como essas células, em boa parte, são feitas de colesterol e gorduras, elas não se formam nem crescem sem dispor de um bom suprimento dessas substâncias.

Quando as células são danificadas, elas necessitam de colesterol e gorduras para sua auto-regeneração. É um fato científico que todo o tecido de ferida no organismo contém boa quantidade de colesterol.3

Outro fato científico é que o colesterol atua como antioxidante no organismo, tratando dos danos causados pelo radicais livres.4

Os excessos de radicais livres precisam ser neutralizados, e o colesterol é uma das substâncias naturais que realizam essa função.

Quando passamos por uma cirurgia, nossos tecidos são cortados e muitas pequenas artérias, veias e capilares são avariados. O fígado recebe um sinal muito forte desse estrago, então ele inunda o organismo com colesterol LDL para limpar e reparar todos os ferimentos dos vasos sangüíneos.

É por essa razão que o colesterol fica elevado depois de qualquer procedimento cirúrgico. Após um tratamento dentário, além dos danos causados aos tecidos, grande quantidade de bactérias dos dentes e das gengivas acaba na corrente sangüínea, atacando as paredes internas dos nossos vasos.

Os nossos hormônios do stress são feitos do colesterol no organismo. As situações estressantes aumentam nossos níveis de colesterol no sangue, pois o colesterol está sendo enviado às glândulas supra-renais para produção dos hormônios do stress.

Em resumo, quando temos um alto nível de colesterol no sangue, isso significa que o organismo está lidando com algum tipo de estrago. A última coisa que devemos fazer é interferir nesse processo! Quando o estrago tiver sido reparado, o nível de colesterol no sangue irá baixar naturalmente.

Se estivermos com uma doença que produza danos constantemente, os níveis de colesterol estarão permanentemente elevados. Assim, quando um médico encontra o colesterol elevado num paciente, o que esse médico deveria fazer era procurar a causa.

O médico deveria perguntar “O que estará causando estragos no organismo e fazendo com que o fígado tenha que produzir toda essa quantidade de colesterol para lidar com esses estragos?”

Infelizmente, em vez desse procedimento sensato, nossos médicos são ensinados a atacar o colesterol.

Muitas ervas e plantas naturais, antioxidantes e vitaminas possuem a capacidade de reduzir o colesterol no sangue. Como fazem isso? Ajudando o organismo a remover os agentes agressores, sejam eles radicais livres, bactérias, vírus ou toxinas.

Assim o fígado não precisa produzir tanto colesterol para cuidar do problema. Ao mesmo tempo, vitaminas, minerais, antioxidantes, ervas e outros remédios naturais ajudam a curar o ferimento.

Quando a ferida se cura, não há mais necessidade de altos níveis de colesterol, então o organismo o remove na forma de HDL, o chamado “bom” colesterol.

Conclusão

O colesterol é uma das substâncias mais importantes do organismo. Não podemos viver sem ele, e muito menos funcionar bem sem ele.

A moda do “cuidado tem colesterol” difamou essa substância essencial. Infelizmente, essa hipótese tem servido extremamente bem a muitos interesses comerciais e políticos, de forma a garantir sua longa sobrevivência.

Porém, a vida dessa moda do “cuidado tem colesterol” está chegando ao fim, à medida que nos conscientizamos de que o colesterol tem sido julgado culpado apenas por ter sido encontrado na cena do crime.

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